Coveiro
Esquecido entre túmulos
e cruzes,
Há um coveiro demasiado
acanhado
Sua visão se tornara
confusa
Dividido entre vivos e
mortos eles está.
Quem dali o tirará?
Nem se compadece
daquele pobre infeliz
Caíra um dia pálido e
enfermo,
Mas quem o acolherá?
Pobre homem,
Esquecido ha muito pela
sociedade
Seu coração é puro,
Mas quem se importará
com o coveiro espanhol?
Guardará para si as
causas que o levaram aquele lugar
A morte em seu caminho
sempre esteve,
Sua mulher e filho
perderá em tempos remotos
Achará sempre em seu
coração a força para aquele trabalho.
Quem é melhor que vós
homem solitário?
Ninguém há de mais
especial,
Pois todos terminaremos
sendo clientes de teus serviços
Este misterioso homem
há de um dia novamente sorrir.
Seus sonhos à noite
escondem grandes descobertas
Um dia o coveiro fora
Advogado,
Mas tão males o levaram
a terra e caixões?
Infeliz de barbas
longas e olhar forte.
Terminará teus dias
aqui neste solo sagrado?
Corra às ruas Leon,
Grite ao mundo que você
novamente existe,
Mostre aos preconceitos
que vós sois devorador de sonhos e verdades.
Mórbido, mas interessante: o coveiro, assim como outros personagens da história da sociedade não tem o seu verdadeiro valor.
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