quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Solitude

Solitude 

Solitário estou
Quem me socorrerá dos males deste dia?
Guardarei a sete chaves o temor que me rodeia
Quem poderá esclarecer o medo que sinto?

Ao vento foram jogados os sentidos da vida
Bateremos os pés para a ilusão vivida?
Cordial seremos ao fim desta perigosa miragem?
Podados foram os sentidos libertadores da vida.

Corvos a janela a me observar
Quão lendária é essa imagem,
Vejo em seus olhos que não me observa só
Neste dia cinzento levantarei embriagado com os saber.

Correrei por bosques para salvar-me
O monstro social não mais me tocará
Saberei entre árvores as respostas da mulher anciã
Xamãs entre mim agora estão.

Belo será o meu futuro,
O brilho de meu ser será intenso
Cavalgarei amanhã para a pirâmide ali erguida
Farei de mim espírito elevado em meu destino incerto.

Violino Sobre Rosas

Violinos sobre rosas
Levantar-se-á o tenor
Como sairá os acordes da meia noite?
Agudos saíram pelos feixes do porão

A música hoje causará a queda,
Queda de todas as limitações
Mãos se chocaram contra mesas,
Pois o ócio deixa as mentes dos julgados.

Ressurgirá entre vós as sinfonias dos espíritos?
O coração das almas apolíneas serão mais fortes,
Mas não serão deixados a parte os dionisíacos
Tragaram hoje aromas celestiais.

Quão belos são os tons de sua pele e voz,
Místico ser de áurea singela
A água corre a seu redor,
Mas nem ela acha-se no direito de tocá-la.

Saberá hoje o som de sua vida e morte
Não tenha medo,
Pois o fato de conhecerdes a morte não te matará,
Mas fará amar tudo aquilo que tem em vida.

Coveiro

Coveiro

Esquecido entre túmulos e cruzes,
Há um coveiro demasiado acanhado
Sua visão se tornara confusa
Dividido entre vivos e mortos eles está.

Quem dali o tirará?
Nem se compadece daquele pobre infeliz
Caíra um dia pálido e enfermo,
Mas quem o acolherá?

Pobre homem,
Esquecido ha muito pela sociedade
Seu coração é puro,
Mas quem se importará com o coveiro espanhol?

Guardará para si as causas que o levaram aquele lugar
A morte em seu caminho sempre esteve,
Sua mulher e filho perderá em tempos remotos
Achará sempre em seu coração a força para aquele trabalho.

Quem é melhor que vós homem solitário?
Ninguém há de mais especial,
Pois todos terminaremos sendo clientes de teus serviços
Este misterioso homem há de um dia novamente sorrir.

Seus sonhos à noite escondem grandes descobertas
Um dia o coveiro fora Advogado,
Mas tão males o levaram a terra e caixões?
Infeliz de barbas longas e olhar forte.

Terminará teus dias aqui neste solo sagrado?
Corra às ruas Leon,
Grite ao mundo que você novamente existe,
Mostre aos preconceitos que vós sois devorador de sonhos e verdades.

Tempos de Guerra

Tempos de Guerra

Guerra e paz,
Qual lado seguir?
Vestir uma bandeira vermelha ou branca?
Para que esta incessante dúvida de meu caminho?

O indivíduo nasce sem sombra,
Ela o toma pelos caminhos do início da vida,
O consome por completo no fim para que nada mais há,
Aquele que foi sempre será no calor da tua alma.

Desequilibrado o equilibrista segue a pista
Veja o caminho a ser seguido pequeno travesso
Os pneus queimam neste malicioso céu de verão
Ganha teu espaço sobre esse negro e reto caminho.

Minha guerra e paz,
Do que sobrará de mim no fim?
Eu sou um cavaleiro andante,
Vejo o olhar do diabo como passos de bailarina.

Bom ou ruim?
Esta é a resposta que não me cabe,
Isso dependerá de você,
Pois eu sou aquele que combate o mal com o mal.


Um monstro nesta selva de pedra
Um Guardião de face única,
Sou guiado pela luz azul do meteoro andante,
Curado eu sou pelas mãos da xamã ancestral.

Seja como for,
Libertarei aqueles que oprimidos estão
Mesmo que custe um alto preço pagarei,
Visto V desta vingança interminável.