domingo, 7 de dezembro de 2014

Coruja

Coruja

Coruja maldita
Ave de fisionomia sinistra
Aparte-se de mim,
Pois tua presença é agouro.

Pela noite adentro me persegue
Rastreia meu espírito por ruas e vielas
Quando esta ave rasga os céus,
A lua se torna fria e triste.

Amuletos indígenas livram-se do seu mal
Ave misteriosa e escrava maligna
Seu canto é monstruoso e causa calafrios
Traz consigo aviso de calamidades e morte.

Pensando que poderia repousar,
Vejo no teto vizinho a medonha me chamar,
Olha para mim com respeito
A me vigiar ela está.

Para combater a presença do mal,
Uso meus poderes xamânicos
Espíritos indígenas sempre estão comigo,
Antigos são e sua idade não é calculada.

Coruja mandada por homens adeptos da magia obscura,
Afasta-se de minha presença
Coruja de grandes asas,
Atravessarei teu peito com uma flecha dourada.

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