Coruja
Coruja maldita
Ave de fisionomia
sinistra
Aparte-se de mim,
Pois tua presença é
agouro.
Pela noite adentro me
persegue
Rastreia meu espírito
por ruas e vielas
Quando esta ave rasga
os céus,
A lua se torna fria e
triste.
Amuletos indígenas livram-se
do seu mal
Ave misteriosa e
escrava maligna
Seu canto é monstruoso
e causa calafrios
Traz consigo aviso de
calamidades e morte.
Pensando que poderia
repousar,
Vejo no teto vizinho a
medonha me chamar,
Olha para mim com
respeito
A me vigiar ela está.
Para combater a
presença do mal,
Uso meus poderes
xamânicos
Espíritos indígenas
sempre estão comigo,
Antigos são e sua idade
não é calculada.
Coruja mandada por
homens adeptos da magia obscura,
Afasta-se de minha
presença
Coruja de grandes asas,
Atravessarei teu peito
com uma flecha dourada.
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