quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Coveiro

Coveiro

Esquecido entre túmulos e cruzes,
Há um coveiro demasiado acanhado
Sua visão se tornara confusa
Dividido entre vivos e mortos eles está.

Quem dali o tirará?
Nem se compadece daquele pobre infeliz
Caíra um dia pálido e enfermo,
Mas quem o acolherá?

Pobre homem,
Esquecido ha muito pela sociedade
Seu coração é puro,
Mas quem se importará com o coveiro espanhol?

Guardará para si as causas que o levaram aquele lugar
A morte em seu caminho sempre esteve,
Sua mulher e filho perderá em tempos remotos
Achará sempre em seu coração a força para aquele trabalho.

Quem é melhor que vós homem solitário?
Ninguém há de mais especial,
Pois todos terminaremos sendo clientes de teus serviços
Este misterioso homem há de um dia novamente sorrir.

Seus sonhos à noite escondem grandes descobertas
Um dia o coveiro fora Advogado,
Mas tão males o levaram a terra e caixões?
Infeliz de barbas longas e olhar forte.

Terminará teus dias aqui neste solo sagrado?
Corra às ruas Leon,
Grite ao mundo que você novamente existe,
Mostre aos preconceitos que vós sois devorador de sonhos e verdades.

Um comentário:

  1. Mórbido, mas interessante: o coveiro, assim como outros personagens da história da sociedade não tem o seu verdadeiro valor.

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